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Fim do Crédito de PIS/COFINS pode elevar carga tributária do frete em mais de 400% — o que muda na malha logística

Análise econômica Brasil: fim do crédito presumido de PIS/COFINS pode elevar carga tributária do frete em 400%. Veja o impacto da CBS na sua operação.

📅 16 de setembro de 2026⏱ 3 min de leitura✍️ Gemini 2.5 Pro (Google)🔍 Revisado por WeldnerSEO 84/100
Fim do Crédito de PIS/COFINS pode elevar carga tributária do frete em mais de 400% — o que muda na malha logística

Fim do Crédito Presumido de PIS/COFINS pode elevar carga tributária do frete em mais de 400% — o que muda na sua malha logística

A Reforma Tributária tem um efeito colateral que ainda não entrou no planejamento da maioria das empresas: a extinção do crédito presumido de PIS/COFINS para o setor de transporte rodoviário de cargas. Segundo estudos da Confederação Nacional do Transporte (CNT), a transição para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) pode elevar a carga tributária setorial em mais de 400%. Para quem depende de logística no Brasil, o impacto não é setorial — ele atravessa toda a cadeia de suprimentos.

Entender a mecânica dessa mudança e seus efeitos na economia brasileira em 2026 é o ponto de partida para recalibrar estratégias antes que o custo apareça no balanço.

O Fim do Crédito Presumido: A Origem do Aumento

O cerne da questão está no mecanismo atual. Empresas de transporte rodoviário de cargas podem optar por um regime que concede crédito fiscal calculado sobre a receita — uma forma simplificada que, na prática, reduz a alíquota efetiva média do setor para 1,65%, segundo a CNT.

Com a CBS, cuja alíquota de referência é estimada em torno de 12%, esse benefício deixa de existir. A nova sistemática opera puramente por débito e crédito sobre o valor adicionado. Como o setor é intensivo em mão de obra e combustível — despesas que geram créditos de forma limitada —, o imposto passará a incidir sobre uma base de cálculo significativamente maior. A projeção de mais de 400% de aumento refere-se especificamente a esse salto na carga tributária setorial, que será inevitavelmente repassado aos contratantes do frete.

Pressão Fiscal e Custo do Capital: O Impacto Combinado

Este choque fiscal chega em um momento de pressão acumulada. O impacto da Selic nas empresas — mantida em patamares restritivos pelo Banco Central para controlar a inflação — já encarece o capital de giro e comprime investimentos. Na nossa análise econômica do Brasil no ciclo atual, a combinação de juros estruturalmente altos com um aumento súbito no custo logístico cria uma tensão dupla sobre a competitividade.

O aumento do custo do frete funciona como uma alta de imposto indireta para toda a economia. Ele pressiona a inflação de bens e reduz a margem de manobra de quem decide: absorver o custo significa perder rentabilidade; repassá-lo ao consumidor significa arriscar volume de vendas.

Exemplo Prático: Uma Indústria de Bens de Consumo

Uma indústria de alimentos em Goiás que distribui para o Sudeste com custo anual de frete de R$ 10 milhões ilustra bem a escala do problema. No regime atual, a parcela tributária embutida nesse valor é relativamente contida pelo benefício do crédito presumido.

Com a CBS, se a carga tributária do frete quadruplicar conforme as projeções da CNT, a empresa pode ver seu custo logístico crescer em centenas de milhares de reais sem transportar um único item a mais. Esse valor sai diretamente da margem de lucro ou entra no preço final do produto na gôndola — não há terceira saída.

O Que Muda na Prática para Quem Planeja a Logística

A transição para a CBS será gradual, mas as decisões estratégicas não esperam o prazo regulatório. Operações que ainda não simularam o impacto das novas alíquotas sobre sua base de fretes estão, na prática, planejando às cegas.

Alguns ângulos merecem atenção: a concentração de fornecedores em uma única região pode deixar de fazer sentido quando o componente tributário do frete muda de patamar. Modais alternativos — cabotagem e ferrovia — que historicamente perderam para o rodoviário em flexibilidade, podem ganhar atratividade quando a equação tributária for recalculada.

Para quem toma decisões de supply chain, a pergunta relevante não é se o custo vai subir — as projeções da CNT são claras. A pergunta é se sua operação já modelou esse cenário ou se vai descobrir o impacto quando ele aparecer na demonstração de resultados.

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🤖 Nota editorial: Este artigo foi gerado com auxílio de inteligência artificial (gemini-pro) e revisado por sistema de avaliação automatizado. O conteúdo pode conter imprecisões — valide informações críticas com fontes primárias.

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